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terça-feira, 5 de novembro de 2013

O homem ideal

Tenho medo do amor. Eu acho que o ato de estar apaixonado é algo muito perigoso. Depois de algumas tentativas frustradas de encontrar "o príncipe encantado", decidi por colocar um padrão bastante alto e esperar que algum pobre infeliz chegasse ao menos perto disso. Não sei, mas altas expectativas podem ser uma desculpa perfeita para que a "sociedade" aceite o fato de você não estar gostando de ninguém no momento (ou não querendo). Eu apostei, com todas as minhas fichas, que eu jamais iria encontrar alguém que fosse do jeito que eu sonhasse. Lógico, encontrar algum barbudo comunista por aí não é tão difícil assim, mas tinham outras coisas sutis, que levariam a um "não, ele não é o que eu quero" fácil, fácil...

Eu não lembro ao certo a data eu o conheci, mas eu lembro que foi uma surpresa muito grande vê-lo se encaixar tão perfeitamente nesse molde perfeito da qual criei. Encontrei, me encantei e não me apaixonei. É, imaginem vocês como foi doloroso e frustrante saber que tudo o que eu sonhava foi destruído em alguns beijos.

Eu até pensei que o problema fosse a época conturbada que eu estava passando, mas que nada! Eu tinha começado a escrever esse post pensando que talvez essa pessoa fosse o homem da minha vida que eu deixei passar, mas agora eu percebo que essa coisa de idealização de um homem ideal não vale a pena. Na verdade, você vai se apaixonar pelo o cara errado, vai gostar de coisas em outras pessoas que você vai descobrir com o tempo e que você nunca pensou que fosse gostar. Lógico que a procura tende a esse molde que criamos, mas acho que a limitação é algo ruim, porque deixamos de conhecer pessoas incríveis que passam na nossa vida.

E agora eu não estou mais procurando o meu "cara ideal", esse eu já encontrei. Hoje eu tento viver o que aparece e tirar as coisas boas de cada pessoa e de cada momento. Embora eu confesso que ainda ainda quero um barbudo. :D

quarta-feira, 27 de março de 2013

Nosso estranho amor


Não importa com quem você se deite, que você se deleite seja com quem for. Apenas te peço que aceite o meu estranho amor. 


Pra quem assim como eu, já amou alguém pela sua metade. :')

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Carta do Desespero

Digo pra todo mundo que eu já te superei. Tenho dito que você foi algo passageiro e que estou bem sem você. Tenho repetindo todo um discurso de que você é passado e que nunca mais caio em tentação por algo que não vale a pena. Sabe aquela velha música que tocava no rádio, que dizia: “da boca pra fora a gente diz tudo o que quer”? Pois bem, tudo anteriormente foi dito da boca pra fora, mas só eu sei, que nunca admitiria isso a você, ou a qualquer um. Admitir como eu sou fraca, como sou impotente diante de toda essa situação e que eu preciso me dar valor. Valor esse que eu já cansei de buscar em outros corpos, em outras bocas, em outras pernas entrelaçadas a minha. Valor de gritar que eu só beijo a boca de quem eu quero, de que eu só transo com quem eu quero, que eu só amo quem eu quero. Grande mentira! Está óbvio, para qualquer um, que eu só sei falar de você, só sei beijar você, só sei amar você. Você foi a pior droga que eu poderia ter consumido. Você gosta é de me deixar desconsertada, sem ação, sem voz, de me provocar. Eu, como tola que sou, continuo querendo você ao meu lado. Não, não, não, chega! Eu prometi que eu nunca mais iria correr atrás de você, lembra? Você passa e fingi que eu não existo. Grande ironia de sua parte, eu conheço cada parte do seu corpo, cada cicatriz, cada sinal. Eu sei o que te faz chorar, o que te faz gemer, o que te faz rir, o que te faz cantar. Você é um louco que gosta de viver paixões impossíveis, que você nunca irá ter. Você gosta é de sofrer, de amar que não te ama. Quantas vezes você falou de outras ao meu ouvido querendo que eu sentisse raiva e tudo que eu fazia era aguentar calada? Eu não te odeio, eu me odeio por ainda querer ser algo pra você, mesmo que eu nunca tenha sido absolutamente nada. Você diz que age assim porque me ama, quero saber que tipo de amor é esse que machuca. Eu não pretendo mais dizer que esqueci o que lembro todos os dias. Espero que você encontre alguém que te mostre que você pode amar e ser amado em uma troca mútua e sincera. Enquanto eu, só preciso de mais algum tempo.

A sua amante

domingo, 18 de novembro de 2012

A vida não se perdeu



Carlos Drummond de Andrade